Redescobrindo algumas coisas que já tinha aprendido, e sei lá por que motivo, desaprendi.Sim, fui o cão chupando manga na infância. Se eu fosse meu pai, não teria tido comigo a paciência que ele teve.Aí descobri uma fase zen…só paz e amor, “no stress”, deixa disso, tá estressado, vai surfar, e por aí vai.E quando a gente acha que atingiu o “nirvana”, se descuida, e olha o que dá? Olha lá você parecendo o cão chupando manga de novo!
Então descobri que a serenidade exige disciplina, a droga da disciplina tão odiada por seres anarquistas ou anarco-qualquer-coisa, assim que nem eu. E para não se submeter à tal disciplina, se deixa seu cão chupando manga à solta, mordendo as pessoas, rosnando pra outras e às vezes até mordendo o próprio rabo de tanta raiva.
Aos poucos e com valiosa ajuda (amadora, mas bem que poderia ser profissional se quisesse), volto a descobrir que dá pra neutralizar coisas irritantes.Alguém querendo tomar o seu lugar, é uma coisa irritante, mas pra que deixar o mundo desabar ao seu redor, se o seu lugar está muito bem reservado? Aliás, pensando até melhor, é um motivo de alegria saber que alguém queria tanto estar no seu lugar, mas quem está ali é você. É um privilégio ou não é?
É importante saber, claro, que nada no mundo tem garantia, nenhum lugar está reservado “ad infinitum” sem que haja o firme esforço de permanecer nele, e como sou brasileira e não desisto nunca…
A raiva corrói o fígado, portanto prefiro deixar que substâncias etílicas façam mais prazerosamente esse serviço por ela.Mas um aviso aos descuidados: o cão chupando manga não morreu. Tá sendo adestrado, mas se precisar, ele morde, ah se morde!

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Pequeno texto roubado do Orkut da Srta Adriana Bunn sobre o cão cupando manga dela…que provavelmente não é muito diferente do de muita gente..hahhehee

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