Bombas de efeito moral, de gás lacrimogênio, spray de pimenta e tiros de bala de borracha de um lado. De outro, pedras e rojões. O confronto da noite desta quinta-feira entre a Polícia Militar (PM) e manifestantes que protestaram, pelo quarto dia consecutivo, contra o aumento das tarifas de ônibus da Capital, resultou em quatro policiais e pelo menos dois civis feridos.

O enfrentamento começou por volta das 20h, quando a manifestação das cerca de 3, 5 mil pessoas – segundo a PM – se dirigia à Avenida Beira-Mar Norte. Na rua Altamiro Guimarães, nas proximidades do Shopping do Centro, a polícia impediu a passagem da multidão bloqueando com PMs e jogando duas bombas de efeito moral.

No mesmo local, ocorreu a primeira detenção, do estudante André Luiz Teixeira, 18 anos. A polícia informou que ele estava acendendo uma vela dentro de uma garrafa para jogar na PM, fato que contestou dizendo que só queria acender a vela para se manifestar.

Em seguida, impedidos de avançarem para a Beira-mar, concentraram-se em frente ao banco redondo. Aí, a polícia cercou a manifestação também pela Mauro Ramos e Vitor Konder. Nesse momento, começaram novas explosões de bombas, tiros de balas de borracha e pedradas.

Com a confusão, houve correria e os estudantes voltaram a se reunir em frente à Igreja Universal da Mauro Ramos. Lá, um ônibus e um ponto do transporte foram depredados.

Em seguida, tomaram a Avenida Hercílio Luz para retornar ao Ticen. A concentração dos manifestantes, em sua maioria estudante, teve início por volta das 17h, em frente ao Terminal Integrado do Centro (Ticen).

Após fechar a Avenida Paulo Fontes no sentido bairro Beira-Mar, o grupo seguiu pela Praça XV, passando pelas principais ruas do Centro até chegar à Mauro Ramos.

– Nosso objetivo é apenas trazer o debate sobre os altos preços e a péssima qualidade do transporte urbano coletivo de Florianópolis, em um movimento pacífico – disse o diretor da União Catarinense dos Estudantes Secundaristas, Vitor Teixeira.

Mas o saldo não foi de passividade. Depois do confronto no banco redondo, um menor exibia um ferimento na barriga que disse ser conseqüência de uma bala de borracha atirada pela polícia.

A enfermeira Maria Inês Faria também saiu com a perna machucada e a calça rasgada. Um de seus filhos, saiu chorando, com o olho atingido por spray de pimenta.
MARIANA ORTIGA/DIÁRIO CATARINENSE

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Há muuuito o que comentar sobre o que está acontecendo na cidade e a ação da polícia frente ao movimento.Coloquei está notícia da RBS para não passar em branco enquanto eu não escrevo e tb para ficar bem claro o tipo de cobertura jornalística que está sendo feito em relação às manifestações.

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