Eu tenho o dom de arrumar trabalhos bizarros. Quando fiz a tal pesquisa de “contar onibus” (isso mesmo, se não entendeu, pergunta nos coments) achei que não conseguiria fazer nada mais proximo disso no quesito programa bizarro/de índio. Não consegui bater este trabalho ainda, mas o meu “frila” deste fim de semana chegou perto.
Resumindo, era uma pesquisa de opinião sobre uma coisa qualquer. Porém a pesquisa deveria ser feita em quase todos os bairros de São José. Rodei tanto que quando vi estava no alto do tal do Morro do Avaí . Alto pra caramba! Podia-se ver toda São José e mais a Ilha de Santa Catarina! Jésuis, nessa hora eu achei que tinha batido as botas.
Eu conheci Potecas. Alguém já ouviu falar em um bairro que se chame Potecas? Aliás, por que diabos o nome do bairro é Potecas? Podia ser Vaquetas porque só tem vaca lá. Quando comentei isso com meu namorado (que mora em São José), que naquele bairro não tinha naaaaaada, ele me olhou:
-Como não? Tem vários campinhos de futebol irados!
Pois é, o meu lindo tem 24 anos. Mas lindo, campinho de futebol não interessa a pesquisador. Na verdade eu achei que eles interessasem só aos meninos de 10 anos de idade. Descobri que aos de 20+ também.
Ah, vc sabia que Forquilhas é um bairro e Forquilhinhas não é um jeito carinhoso de chamar Forquilhas, é outro bairro?
Mas o melhor era convencer as pessoas a parar para responder o questionário. Ah, moça é rapidinho! Só dois minutinhos! Que mentira, o questionário tinha mais de 30 perguntas!Bem, se por qualquer mentirinha eu for para o inferno, então eu to ferrada porque eu menti no mínimo 100 vezes entre o sábado e a segunda-feira. NO MÍNIMO!Porque ainda tiveram aqueles que a mentira não colou.
Agora, de todos os entrevistados e não entrevistados, dois merecem ser citados:
1) o Tio Cangalha. Fui entrevistar o velhinho e ele disse: vc não pode me entrevistar porque eu sou o Cangalha, aquele que termina com os canalhas! Então tá né tio, eu arranjo outro entrevistado.
2) A tia biruta do centro. Fiz toda a entrevista com ela e no final ela olhou-me bem séria e disse: eu acho que vc não devia me entrevistar porque todo mundo diz que eu sou louca. Pois é tia, agora já foi. Se eu fosse considerar isso, como fazer entrevista na Colonia Santana?
Acabei os dias com os meus joelhos doendo de tanto andar. Mas agora, nem que seja por pena, quando alguém quiser me entrevistar eu deixo. Afinal, são só dois minuitinhos né?

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