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– Filha…

– Quêêê… (olho através das remelas dos olhos entreabertos).

-Hoje não vai ter ônibus.

-Tá, já sei! Vi na internet de madrugada….

—-

Grande coisa que eu vi na internet antes que não ia ter ônibus. Amanheceu chovendo, a rua aqui de casa transformada só em carros e sons de buzina. Nada de abrir a cortina, a única ação aceitável de manhã cedo é ligar a cafeteira. Assim, nesta ordem: cafeteira, TV, computador. E sim, o café é muito mais importante do que ir ao banheiro, antes que você pergunte.

Primeiro susto do dia: nada de internet. Segundo susto do dia: liguei para o lugar do curso e ninguém atendeu. Terceiro susto do dia: liguei para o trabalho da minha mãe e ninguém atendeu.

Saí com o kit-curitiba quase completo, só faltou a capa de chuva. O bairro que eu moro agora é sempre meio vazio, mas quando cheguei à rua quinze, vazia em plena terça-feira, tive certeza: é o princípio do apocalipse zumbi!

Se Curitiba gosta tanto de ser a primeira em tudo, certeza que ela vai ser por onde vai começar o apocalipse zumbi. Não precisa muito para que todos nesta cidade fiquem em casa, uma greve no transporte coletivo então é ideal! Mas fico em dúvida se o vírus iria se alastrar rapidamente na cidade, já que o povo não é muito fã de grandes reuniões públicas.

Mesmo assim, é sempre bom a gente se prevenir, né? Com a cidade vazia em pleno dia útil, eu o namorado saímos zanzando pelo centro, para tirar o mofo das minhas pobres galochas, e descobrimos o QG ideal para o apocalipse: a biblioteca pública do Paraná! Enorme, quentinha, cheia de livros (parte muito boa!) e o mais importante de tudo: em frente à loja Americanas, a maior fornecedora de mantimentos para ataques zumbis!

Já estamos preparando o plano de fuga!

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