Abriu os olhos e viu o mundo completamente embaçado. Não se deu por vencida, puxou o ar com toda força que lhe restava: vã tentativa. O nariz congestionado, o pulmão mais cheio de catarro do que com espaço para o ar. Não, não pode ser! Tentou levantar-se, mas ao menor movimento, sua cabeça latejava de dor. Pronto, está confirmado! Morri! É fato, estou com a visão embaçada, com dor no corpo, sem conseguir respirar: é a morte! Abriu os olhos o máximo que pode e ficou a olhar fixo para o teto, curtindo a sua morte. Sua mãe passava pela sala e viu a cena estranha: a filha deitada no sofá, com os olhos fixos no teto.
– O que é isto menina?
– Morri!
– Morreu?
– É!
– Deixa de ser fresca, quando tu morreres de resfriado eu te aviso!

 

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